sexta-feira

“Debate inglês” é bom para Plínio e pior para Dilma




Resumo do debate da Band entre os presidenciáveis:

Nas palavras da experiente socióloga Fátima Pacheco Jordão, “parecia um debate inglês”. Não houve provocação, piada, baixaria nem puxada de tapete. Só discussão de “alto nível”. Comparado aos debates que a própria Band rememorou na abertura do programa, foi de dar sono. Começou com quase 6 pontos no Ibope, o que é muito para quem concorreu com uma semifinal de Taça Libertadores, e terminou com menos de 2 pontos.

Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) saiu com mais do que entrou. Já pode colocar no currículo que foi “trending topic” mundial do Twitter: seu nome foi uma das expressões mais citadas por usuários da rede social no mundo durante o período do debate.
Na forma, foi quem melhor se saiu, dirigindo-se diretamente ao telespectador com intimidade. Falou com segurança e surpreendeu pelo tom direto e por partir para o confronto. No conteúdo, é para quem concorda com as ideias do PSOL. Talvez comece a beliscar um pontinho ou outro na próxima rodada de pesquisas. A fórmula, todavia, pode cansar rápido.

Marina Silva (PV) perdeu uma oportunidade para ser notada. Plínio ocupou o lugar que poderia ter sido dela, se fosse uma franco-atiradora. Não é. Comportada, demorou para conseguir mostrar suas diferenças em relação a Dilma e Serra. Só embalou quando começou a falar de meio ambiente, mas o debate já estava acabando.
Foi segura, olhou direto para a câmera. Mas precisará ser mais agressiva, ou pelo menos incisiva, para ganhar espaço numa disputa tão polarizada. Isso parece contrariar sua natureza conciliadora. O poema que declamou no final ficou fora de contexto. Não emocionou.

José Serra (PSDB) mostrou que é mais experiente que Dilma. Conseguiu criticar o governo sem falar mal de Lula. Surpreendentemente, não abjurou o governo Fernando Henrique Cardoso, ao contrário. Usou uma linguagem mais direta e popular do que a principal adversária. Conseguiu dominar boa parte do temário do debate, pondo a saúde, seu ponto forte, em evidência (o que lhe valeu a pecha de “hipocondríaco”, dada por Plínio).
Mas Serra falou duas bobagens que poderão ser exploradas pelos adversários. Ao enumerar os problemas de portos e aeroportos, arrematou: “Eu não sei como se vai resolver isso”. Não é a melhor frase para um candidato.
Depois, ao falar de reforma agrária, qualificou propriedades de 80 hectares como “chácara de fim-de-semana”. São 800 mil metros quadrados, algo como 80 quarteirões, praticamente um bairro.
No final, Serra foi buscar uma memória do pai para emocionar-se. Embargou a voz e lacrimejou. A emoção pareceu genuína, mas a técnica para obtê-la pareceu estudada.

Dilma Rousseff (PT) cometeu todos os erros que os rivais diziam que ela cometeria. Foi prolixa, usou um palavreado difícil e vazio: “política estruturante”, “flexibilizar”, “bioma”, “oligopolizados”. Abusou das siglas, do jargão e de cifras. Não concluiu a maior parte dos raciocínios que começou. Olhou para o oponente em vez de olhar para o telespectador. Quando o fez, olhou para a câmera errada. Estava ofegante, respirando fora do ritmo das frases. Estourou o tempo em quase todas as respostas.
Mas o pior erro de Dilma foi outro. Ela demorou uma hora e meia para dizer a palavra mais importante do seu discurso: Lula. Antes, sempre disse “nosso governo”, sem explicar que era o governo dela e de Lula. Quando percebeu o equívoco, já estava no final do debate. E, mesmo quando tentou, não conseguiu usar a figura do presidente para passar emoção. Num olhar de Poliana, Dilma ao menos sabe, agora, tudo o que precisa corrigir para o próximo debate.

RESUMO – O debate da Band muda o rumo da campanha? Não. Ao menos por ora, Dilma segue sendo favorita. Os adversários podem comemorar porque os pontos fracos da candidata do governo ficaram evidenciados, e serão explorados. Para quem está em baixa nas pesquisas e com dificuldades para obter financiamento de campanha, é um alento. Mas ainda é insuficiente para virar o jogo. Aumenta, porém, a importância dos próximos debates.

por Jose Roberto de Toledo Seção: Eleição para presidente - 06.agosto.2010 02:17:28

terça-feira

TREM BALA - CAMPINAS-SP

Mercadante no seminário sobre política de segurança pública em Campinas

Movimento Brasil Eficiente

Movimento Brasil Eficiente: "– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

Lançamento do Movimento Brasil Eficiente

Mais empregos com menos impostos


Convidamos você a participar dessa grande ação em defesa da redução dos impostos e de mais eficiência nos gastos públicos, medidas essenciais para aumentar os investimentos, que gerarão mais e melhores empregos.

Local: Salão Nobre, FGV/SP – Rua Itapeva, 432, São Paulo/SP
Data: 20 de julho/2010
Hora: 9h45

RSVP: Confirme sua presença até o dia 16 de julho por meio do fones (11) 5083-4246 | 9570-4282 com Marcella Suplicy ou por meio do e-mail: confirmacao@brasileficiente.org.br. Haverá serviço de Valet no local.


Apoiadores:
Associação Empresarial de Joinville (Acij); Confederação Nacional da Indústria (Cni); Federação Brasileira de Bancos (Febraban); Federação das Associações Comerciais de Santa Catarina (Facisc); Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc); Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep); Federação do Comércio de Santa Catarina (Fecomércio SC); Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio SP); Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio PR); Instituto Atlântico; Associação Comercial de São Paulo (ACSP); Associação Comercial de Minas (Acminas); Associação Comercial do Paraná (ACP); Associação de Joinville e Região da Pequena, Micro e Média Empresa (Ajorpeme); Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) – Federasul; Confederação Nacional De Serviços (CNS); Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP); Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná (Faciap); Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Estado de Santa Catarina (Fampesc); Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas do Estado do Paraná (Fampepar); Federação das Câmaras de Dirigentes Logistas de Santa Catarina (FCDL-SC); Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar); Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg); Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP); Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan); Federação de Serviços do Estado de São Paulo (Fesesp); Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio Minas); Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave); Federaminas; Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi); Instituto Millenium; Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Minas Gerais (Sincofarma Minas); Sistema Ocepar - PR

www.brasileficiente.org.br

sexta-feira

Justiça cassa mandato do vereador Benassi por abuso de poder Defesa já recorreu da decisão e, por enquanto, parlamentar permanece no cargo

Justiça cassa mandato do vereador Benassi por abuso de poder
Defesa já recorreu da decisão e, por enquanto, parlamentar permanece no cargo

04/06/2010 - 11:12

Fonte:EPTV


O vereador de Campinas, Sérgio Benassi, teve o mandato cassado por abuso de poder econômico, por decisão do juiz eleitoral de Campinas, Richard Pae Kim. A decisão, de 28 de maio, atende pedido do Ministério Público Eleitoral. O motivo apresentado pelo MPE seriam as contas de 2008, que foram rejeitadas pelo Tribunal de Justiça.

A defesa do vereador Benassi já entrou com recurso e, por enquanto, o parlamentar não precisa deixar o cargo. Segundo a Justiça Eleitoral, no caso de decisões políticas o réu só perde o cargo quando o recurso é negado em última ínstância. O processo corre em segredo de Justiça.

A assessoria de imprensa da Câmara Municipal informou que ainda não foi comunicada oficialmente da decisão.

quinta-feira

Presidente do TSE elogia aprovação do projeto Ficha Limpa


BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, elogiou nesta quinta-feira a aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto Ficha Limpa , que impede a candidatura de pessoas condenadas judicialmente. Para o ministro, a medida servirá para melhorar a qualidade da política brasileira. Como conseqüência, o ministro considera que, "o povo brasileiro estará bem melhor representado" no próximo ano, se a lei for aplicada nas eleições de outubro. (Leia também: Conheça os principais pontos do projeto )

" Os partidos políticos estão na obrigação moral de escolher os melhores candidatos em termos de antecedente "


- Foi um avanço importante, (a lei) prestigiou o princípio da moralidade. Essa lei foi aprovada em um momento extremamente oportuno, porque permite que se possa fazer a melhor escolha possível. Os partidos políticos estão na obrigação moral de escolher os melhores candidatos em termos de antecedente, porque essa foi a manifestação praticamente unânime do Congresso Nacional, que representam a voz do povo - disse.

(Leia também: )

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou que uma pessoa só pode ser impedida de concorrer às eleições se for condenada em última instância. O projeto aprovado na noite de quarta-feira menciona apenas uma condenação por tribunal de segunda instância - ou seja, uma sentença que ainda pode ser modificada por um tribunal superior. Para Lewandowski, o caso examinado pelo STF e o projeto atual são diferentes. Portanto, para ele, a lei pode ser considerada constitucional pelo Supremo, se houver ação contra ela .

- É uma situação um pouco distinta daquela que examinamos anteriormente no plenário do Supremo Tribunal Federal. Anteriormente, o STF debruçou-se sobre uma situação em que não havia lei nenhuma disciplinando a matéria. O veto ao registro dos candidatos poderia ficar ao arbítrio de um juiz de primeiro grau, ou mesmo da Justiça Eleitoral, sem nenhuma base mais objetiva - explicou.

Já existem duas consultas propostas ao TSE questionando se a lei poderia ser aplicada neste ano. Lewandowski afirmou que a questão será respondida em breve, antes do dia 5 de julho - prazo para o registro de todas as candidaturas. Ele disse que, se a lei vigorar neste ano, só estarão impedidos de concorrer os políticos que forem condenados pela Justiça entre a data de sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o fim do prazo para o registro das candidaturas.

" A lei só pode retroagir para beneficiar alguém, nunca pode prejudicar. "

O ministro também explicou que a lei não poderia prejudicar pessoas condenadas após o registro da candidatura. Segundo ele, a Justiça Eleitoral costuma considerar, em seus julgamentos, a situação da pessoa apenas na data do registro para examinar a validade dele. Lewandowski também disse que pessoas condenadas antes de sancionada a nova lei estarão livres para concorrer:

- Esse é um princípio jurídico. A lei só pode retroagir para beneficiar alguém, nunca pode prejudicar.

fonte: G1 - Publicada em 20/05/2010 às 16h09m Carolina Brígido

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